Método é saber que ferramenta usar, quando e porquê.

A Nex Performance parte do contexto de cada cliente e trabalha com ferramentas validadas pela literatura científica, aplicáveis a qualquer orçamento.

Os quatro princípios

Evidência antes de opinião

Cada decisão metodológica é sustentada por literatura científica e dados do cliente. Usamos um protocolo quando há evidência de que funciona e sabemos porquê. Quando não há evidência suficiente, dizemos isso.

Adaptação ao contexto do cliente

Cada clube é um ponto de partida. Um clube sem orçamento começa com PSE em Google Forms; outro, que já tem GPS e monitor cardíaco, fica com a leitura dos dados que recolhe há anos. Em ambos os casos o objetivo é o mesmo: dados que orientem o treino.

Autonomia do cliente como objetivo final

Uma consultoria bem feita trabalha para deixar de ser precisa. Formamos a equipa técnica para operar os sistemas implementados e, ao fim de 36 meses, o clube pode renovar a parceria ou seguir sozinho.

Honestidade sobre o que é e não é possível

Dizemos o que sabemos fazer e o que não sabemos, quando uma ferramenta chega e quando precisa de ser substituída, e se os dados de um atleta não permitem uma conclusão clara. É essa franqueza que sustenta a confiança ao longo dos meses de trabalho.

As quatro ferramentas de base

Explicação técnica acessível de cada ferramenta.

PSE: Perceção Subjetiva de Esforço

Escala CR-10 de Borg, aplicada nos 30 minutos seguintes a cada sessão. Multiplicada pela duração da sessão em minutos, gera Unidades Arbitrárias de carga interna. Método validado por Foster et al. (2001) e Impellizzeri et al. (2004), adotado nos clubes profissionais de topo precisamente pela sua simplicidade e fiabilidade.

GPS: Global Positioning Systems

Tecnologia de monitorização da carga externa que regista distância total, metros por minuto, acelerações, desacelerações e picos de velocidade durante treinos e jogos. Estes dados permitem quantificar o esforço real do atleta e apoiar o controlo da carga, a prescrição do treino e a prevenção de lesões (Aughey, 2011; Cummins et al., 2013).

Questionários de Wellness

Avaliação diária ou pré-sessão de cinco indicadores: qualidade de sono, fadiga, stress, dor muscular e humor. Preenchimento em 60 segundos. Cruzado com cargas de treino, antecipa episódios de sobrecarga antes que se tornem lesão.

Baterias de Testes Físicos

Protocolos padronizados adaptados por modalidade: velocidade linear, agilidade, força máxima, força explosiva (CMJ, SJ), resistência aeróbica, flexibilidade. Aplicados duas a três vezes por época para medir evolução objetiva e orientar ajustes de plano.

Em duas situações reais

Adaptar ao contexto

Academia de padel, 40 atletas, zero equipamento de monitorização. Arrancámos com questionário de wellness em Google Forms, testes manuais de velocidade e força, registo de lesões numa folha partilhada. Seis meses depois, o diretor olhou pela primeira vez para dados reais sobre o plantel. Clube distrital de futebol, GPS Catapult e monitores cardíacos a recolher dados há épocas, sem ninguém a olhar para eles. Não comprámos nada. Pegámos no que já existia, criámos um dashboard semanal, um relatório para o treinador e alertas automáticos. Os dados começaram a servir para alguma coisa.